segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Para sempre pai A*

Pai A*, vives sempre connosco.

Ensinou-me muito.

Saber que é possível estar a uma distância de 250km e poder amar o homem que criou e agora me faz transbordar amor, felicidade! 

Ensinaste a ambos que a união, compreensão, paciência, calma nos fazem ser um só!

Deitado sobre a cama hospitalar, todos os dias da semana que lá estivemos tínhamos sempre um bocadinho só eu e ele consigo, e foram dos melhores! De mãos dadas a si tentamos transferir toda a nossa energia e força para aguentar tudo que se estava a passar, eram noites mal dormidas, o apetite era pouco. Logo no dia em q chegamos não estava muito bem, mas de manha tudo piorou, ambulância, médicos, ... Julguei q o iríamos perder naquele momento, e não podia ser, não podia acontecer! Além disso não estava preparada para tal muito menos para apoiar a pessoa que mais amo neste mundo que sei que iria sofrer com a sua perda, do seu Herói, do seu melhor amigo. Quando entro e o vejo deitado sobre a maca, ligado às máquinas e sem reacção… De uma coisa estava certa, não podia chorar à frente dele, então chorava no WC sufocadamente e de seguida voltei para dentro e fiquei lá com vocês até ao fim. Depois passadas horas sem fim, foi recuperando, e chegamos ao fim da semana consigo sentado e todo fixe e contente. Foi então o dia de regressar, e custou imenso deixá-lo sabendo q a qualquer momento podia morrer, entretanto passado algumas semanas voltou para Portugal, e eu queria o ir ver logo no dia que chegou, mas não houve oportunidade, então no dia a seguir entrou em coma e já não deu para voltarmos a falar apenas para estarmos perto uns dos outros. No dia a seguir, recebemos a trágica notícia de que morreu! A minha reacção foi afastar-me e deixar a família consigo, ele procurou-me e abraçou-me com toda a força chorando e dizendo baixinho: “ele não aguentou”! Tempos difíceis… No dia do Funeral, não aguentei mais ouvir palavras que me deixavam ainda mais abatida, chegaaa!! Agora as coisas vão se compondo dia-a-dia e devagarinho, mas a saudade vai sempre existir e apertando cada vez mais. As boas memórias. 

A única perturbação é nunca lhe poder dito pessoalmente: “Adoro-te Pai A*!”, embora em meus pensamentos o disse sempre.

Pai, teu corpo não preside, mas o teu espírito habita cá dentro, no coração!

Um dia vamos nos voltar a ver e viver, conviver de novo juntos, e dizer o que não foi dito.

Sílvia Soares

sábado, 5 de julho de 2014

Isto deve ser amor... This must be love...


      Assisto dia 1 Julho de 2014 no cinema ao filme: "A culpa é das estrelas" (The fault in our stars), após o inicio e durante o filme encontro uma personagem que retrata exatamente uma pessoa que conheci e me fez realmente muito feliz :) Poderei dizer até o amor da minha vida, talvez demasiado jovem para pronunciar tal, embora tenha enfrentado o término de uma forma bastante saudável, achei que fosse ficar pior com a situação e até ter a "depressão amorosa", tive amigos que me ajudaram a ultrapassar da melhor forma, mas admito que nunca o esqueci, já passaram alguns anos e parece que foi ontem, a verdade é que "first true love" nunca ninguém esquece, e deixou marcas para vida. Abaixo cito uma parte da letra music from: The fault in our stars (Charli XCX - Boom Clap), que retrata como essa pessoa me faz sentir. 

The true love, never end!

"Tu és a imagem perfeita, tomas banhos de sol na Lua, as estrelas brilham enquanto os teus olhos se iluminam. 
O primeiro beijo é como uma droga, e estou sob a tua influência, pois tu conquistas-me como magia nas minhas veias.

* Isto deve ser amor *

Boom clap, the sound in my heart
the beat goes on and on and on and on and
Boom clap, you make me feel good
Come to me, come to me now"