Pai A*, vives sempre
connosco.
Ensinou-me muito.
Saber que é possível estar a uma distância de 250km e poder amar o homem que criou e agora me faz transbordar amor, felicidade!
Ensinaste a ambos que a união, compreensão, paciência, calma nos fazem ser um só!
Deitado sobre a cama hospitalar, todos os dias da semana que lá estivemos tínhamos sempre um bocadinho só eu e ele consigo, e foram dos melhores! De mãos dadas a si tentamos transferir toda a nossa energia e força para aguentar tudo que se estava a passar, eram noites mal dormidas, o apetite era pouco. Logo no dia em q chegamos não estava muito bem, mas de manha tudo piorou, ambulância, médicos, ... Julguei q o iríamos perder naquele momento, e não podia ser, não podia acontecer! Além disso não estava preparada para tal muito menos para apoiar a pessoa que mais amo neste mundo que sei que iria sofrer com a sua perda, do seu Herói, do seu melhor amigo. Quando entro e o vejo deitado sobre a maca, ligado às máquinas e sem reacção… De uma coisa estava certa, não podia chorar à frente dele, então chorava no WC sufocadamente e de seguida voltei para dentro e fiquei lá com vocês até ao fim. Depois passadas horas sem fim, foi recuperando, e chegamos ao fim da semana consigo sentado e todo fixe e contente. Foi então o dia de regressar, e custou imenso deixá-lo sabendo q a qualquer momento podia morrer, entretanto passado algumas semanas voltou para Portugal, e eu queria o ir ver logo no dia que chegou, mas não houve oportunidade, então no dia a seguir entrou em coma e já não deu para voltarmos a falar apenas para estarmos perto uns dos outros. No dia a seguir, recebemos a trágica notícia de que morreu! A minha reacção foi afastar-me e deixar a família consigo, ele procurou-me e abraçou-me com toda a força chorando e dizendo baixinho: “ele não aguentou”! Tempos difíceis… No dia do Funeral, não aguentei mais ouvir palavras que me deixavam ainda mais abatida, chegaaa!! Agora as coisas vão se compondo dia-a-dia e devagarinho, mas a saudade vai sempre existir e apertando cada vez mais. As boas memórias.
A única perturbação é nunca lhe poder dito pessoalmente: “Adoro-te Pai A*!”, embora em meus pensamentos o disse sempre.
Pai, teu corpo não preside, mas o teu espírito habita cá dentro, no coração!
Um dia vamos nos voltar a ver e viver, conviver de novo juntos, e dizer o que não foi dito.
Sílvia Soares
Ensinou-me muito.
Saber que é possível estar a uma distância de 250km e poder amar o homem que criou e agora me faz transbordar amor, felicidade!
Ensinaste a ambos que a união, compreensão, paciência, calma nos fazem ser um só!
Deitado sobre a cama hospitalar, todos os dias da semana que lá estivemos tínhamos sempre um bocadinho só eu e ele consigo, e foram dos melhores! De mãos dadas a si tentamos transferir toda a nossa energia e força para aguentar tudo que se estava a passar, eram noites mal dormidas, o apetite era pouco. Logo no dia em q chegamos não estava muito bem, mas de manha tudo piorou, ambulância, médicos, ... Julguei q o iríamos perder naquele momento, e não podia ser, não podia acontecer! Além disso não estava preparada para tal muito menos para apoiar a pessoa que mais amo neste mundo que sei que iria sofrer com a sua perda, do seu Herói, do seu melhor amigo. Quando entro e o vejo deitado sobre a maca, ligado às máquinas e sem reacção… De uma coisa estava certa, não podia chorar à frente dele, então chorava no WC sufocadamente e de seguida voltei para dentro e fiquei lá com vocês até ao fim. Depois passadas horas sem fim, foi recuperando, e chegamos ao fim da semana consigo sentado e todo fixe e contente. Foi então o dia de regressar, e custou imenso deixá-lo sabendo q a qualquer momento podia morrer, entretanto passado algumas semanas voltou para Portugal, e eu queria o ir ver logo no dia que chegou, mas não houve oportunidade, então no dia a seguir entrou em coma e já não deu para voltarmos a falar apenas para estarmos perto uns dos outros. No dia a seguir, recebemos a trágica notícia de que morreu! A minha reacção foi afastar-me e deixar a família consigo, ele procurou-me e abraçou-me com toda a força chorando e dizendo baixinho: “ele não aguentou”! Tempos difíceis… No dia do Funeral, não aguentei mais ouvir palavras que me deixavam ainda mais abatida, chegaaa!! Agora as coisas vão se compondo dia-a-dia e devagarinho, mas a saudade vai sempre existir e apertando cada vez mais. As boas memórias.
A única perturbação é nunca lhe poder dito pessoalmente: “Adoro-te Pai A*!”, embora em meus pensamentos o disse sempre.
Pai, teu corpo não preside, mas o teu espírito habita cá dentro, no coração!
Um dia vamos nos voltar a ver e viver, conviver de novo juntos, e dizer o que não foi dito.
Sílvia Soares
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